Canários do Reino no Carnaval

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Já escreveria Dostoievsky, “a beleza salvará o mundo”. Para o autor russo, admirar uma obra de arte nos tira de nós mesmos e é a contemplação do que é belo que nos caminha para o amor, uma ferramenta de enfrentamento à dor que também é estar vivo e acordado nesse mundo. A mim, o bloco Canários do Reino trouxe esse tipo de sentimento, porém de forma a atingir vários dos meus sentidos – sinestesia. Seja pelo som, pelo o que meus olhos viram, seja por caminhar ao lado de músicos, musicistas e pernaltas no domingo de carnaval, 2 de março.

Confirmando o patrono Tim, a natureza é realmente uma beleza. Todavia brigamos até hoje para saber se fazemos ou não parte desse todo. Se somos seu dono ou parte integrante, imanente. Prefiro crer na segunda hipótese e seguir pequenininho diante de tudo que há e com o privilégio de num espaço-tempo determinado, sentir minha alma se banhar em estesia por testemunhar a dança entre a luz e a sombra e disso, fazer um pouquinho de beleza também.

@jotapedeoliveira | @50mmdecarnaval

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