O Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia exibe desde outubro a exposição Pau-Ferro: Uma poética tridimensional do artista Sérgio Soarez, com curadoria de Justino Marinho e Graça Teixeira. Segundo o site do artista, o trabalho traz a estética do candomblé e busca romper com as imagens/objetos típicas do consumo turístico na Bahia e inseridas na espetacularização comercial da religião. São relevos, esculturas e instalações que apresentam as relações entre a religiosidade afro-brasileira e o universo urbano. As imagens relêem rituais vivenciados em terreiro, inventando um outro “lugar” da religiosidade candomblé.

O material em ferro – Ogum, e madeira – Oxóssi, recebeu nova formatação com a junção desses elementos e o uso da técnica da assemblagem, permitindo apresentar uma visão contemporânea de outras divindades dos cultos de matriz africana, valorizando o estilo deste representante da nova geração de artistas negros contemporâneos. Nascido em Salvador, Sérgio Soarez, 45 anos, é também um dos destaques do livro A Mão Afro-brasileira – Volume 2, organizado pelo também baiano, Emanoel Araujo, diretor do Museu Afro Brasil (SP).











